Em seu primeiro mandato no Congresso Nacional, o senador Jaques
Wagner (PT) é apontado o parlamentar com o pior desempenho no plenário, fato
que tem frustrado os próprios aliados.
De acordo com um levantamento realizado pelo Bahia Notícias, Wagner usou à tribuna do Senado apenas sete vezes até o momento. Já Otto e Coronel fizeram 16 e 15 pronunciamentos, respectivamente. Prova disto é o número de discursos. Em comparação com os senadores baianos Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, Wagner está bem aquém do esperado.

Alencar e Coronel são considerados parlamentares
independentes ao governo Bolsonaro, mas não oposicionistas ferrenhos, como se
esperava do petista. Além disso, Wagner também tem um desempenho menor no
número de discurso ao confrontar com os dados dos outros cinco senadores do PT.
A expectativa era que o petista adotasse uma postura de um
opositor contundente ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mas, nos
primeiros nove meses, o que se tem visto é que Wagner tem adotado um tom mais
moderado.
Em seus pronunciamentos, Wagner tratou de diversos temas,
como a decisão judicial que quase transfere o ex-presidente Lula de Curitiba
para São Paulo (relembre aqui) e leu mensagens de solidariedades aos países
africanos e ao general Villas Bôas após sofrer agressão do pensador Olavo de
Carvalho.
Em nota enviada à reportagem, a assessoria de comunicação de
Wagner afirmou que, ao avaliar a atuação dos parlamentares, “deve se
considerar as características de cada um e não o número de discursos”.
“Para ele, há os que se pronunciam mais na tribuna, outros se dedicam mais
à articulação política, à atuação nas comissões, à apresentação de projetos de
leis, etc. Wagner, reconhecido pelo seu perfil de articulador, considera que os
perfis são complementares e que todos são importantes”, comunicou.
Informações do Bahia Notícias


