Segundo o ministro, o governo já prepara planos de contingência para a taxação de Trump, que entra em vigor na próxima semana
O dólar à vista opera com baixa ante o real nas primeiras negociações desta segunda-feira (21), enquanto investidores digerem os comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em entrevista à rádio CBN, e acompanham os desdobramentos da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, desestabilizada após o “tarifaço” imposto por Trump sobre produtos brasileiros.
Segundo matéria do InfoMoney, Haddad afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com planos de contingência para a taxação de Trump, que entra em vigor já na próxima semana. Apesar disso, o ministro pontuou que o objetivo não é promover uma retaliação, mas evitar que as medidas comprometam a economia brasileira.
“Tem medida que é inócua, vai ferir mais a economia brasileira [do que ajudar]”, comentou Haddad.
Além das falas do ministro, contribuirão também para a baixa da moeda americana: a valorização consistente do minério de ferro, a desvalorização do próprio dólar no exterior e o alívio nas projeções de inflação do boletim do Banco Central (BC) brasileiro, o Focus.
A mediana das projeções do Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4 50% para 4,45%, ficando abaixo do teto da meta pela primeira vez desde março. A queda reflete a perspectiva de desaceleração da economia e possíveis efeitos desinflacionários das tarifas dos EUA.
Qual a cotação do dólar hoje?
Às 10h11, a moeda norte-americana à vista caía 0,54%, aos R$ 5,558 na venda. Na B3, o dólar para agosto — atualmente o mais líquido no Brasil – caía 0,01%, aos R$ 5,592.
Dólar comercial
Compra: R$ 5,557
Venda: R$ 5,558
Dólar turismo


