Pais de alunos, funcionários e professores estão apreensivos com a decisão da Prefeitura de Itagimirim, através da Secretaria Municipal de Educação, que ameaça fechar as Escolas Municipais Adilson Guimarães e Adélia Pinheiro. Por conta disso, a situação pode motivar um remanejamento e junção de turmas com alunos já matriculados e gerar superlotação em sala de aula. A situação das escolas no município preocupa a comunidade local.
A possibilidade de remanejamento e de junção de turmas não agradou os estudantes, pais de alunos e funcionários de escolas municipais que denunciam a situação e reclamam que a sala de aula corre o risco de ficar lotada, o que influencia diretamente no aprendizado das crianças.

Desta forma, as turmas devem ser remanejadas para uma única sala de aula onde os alunos terão que colocar as mesas bem próximas umas das outras para que todos possam ser acomodados e amontoados na mesma sala, convivendo com a umidade, o abafamento e o calor com a falta de ventilação, sem espaço para se moverem e, até mesmo, passarem pela porta, situação que provoca a indignação dos alunos.
De acordo com os pais indignados, a escola é minúscula e está descumprindo a lei que diz que não pode ultrapassar o limite estabelecido de alunos da educação infantil em sala de aula. O que antes havia várias turmas, agora, pais, alunos e professores alegam que temem prejuízo no aprendizado dos estudantes por conta da junção de turmas que devem se tornar uma só em sala, uma vez que abrigar crianças a mais em uma única sala de aula representa um risco, pois cuidar de criança demanda muita responsabilidade.
Conforme os pais e profissionais, a decisão arbitrária da Secretaria Municipal de Educação pelo fechamento das escolas e pela junção de turmas deve gerar problemas de superlotação de sala de aula. Agora, as escolas devem passar a absorver uma maior quantidade de alunos além do que é permitido, gerando uma demanda que não estava no planejamento do município e prejudicando assim a qualidade de ensino que interfere diretamente no processo de ensino-aprendizagem e no desempenho dos alunos no ano letivo então em curso e na própria metodologia de ensino dos professores que devem ficar sem condições de dar aula de forma totalmente eficiente.
Os pais estão preocupados. Muitas mães de alunos teme que o pior possa acontecer. Algumas delas contam que o filhos reclamam da atual situação da escola e, com a superlotação, podem não conseguir se concentrar nas aulas pela sala amontoada e tumultuada.
A redação do Pauta Bahia recebeu na noite de quarta-feira, 5, vídeos pelas redes sociais que mostram as condições da reforma das novas instalações da escola para onde os alunos e professores serão remanejados. Nas imagens enviadas para o jornalismo do site, as mães identificaram uma série de irregularidades e problemas existentes de infraestrutura do local.
Outras mães de alunos denunciam que o novo espaço escolar não tem as condições adequadas de estrutura e afirmam que estão inconformadas com a atual situação da educação no município.
Diante da intransigência e da falta de diálogo, de respeito e de responsabilidade da atual prefeita Devanir dos Santos Brillantino e da secretaria municipal de Educação no que tange a educação infantil, sem qualquer discussão com a comunidade escolar, pais, alunos e professores revoltados estão se unindo diante de toda a situação para tomar providências e pretendem encaminhar ao Ministério Público (MP) todas as denúncias relacionadas ao descaso na rede municipal de ensino de Itagimirim, na expectativa de que os poderes instituídos resolvam a questão para fazer valer o direito dos estudantes e profissionais da educação.
Um grupo formado por pais e mães de alunos das escolas municipais mobiliza através das redes sociais um protesto pacífico na manhã desta sexta-feira (7), em frente ao Colégio Municipal Othoniel, contra o fechamento das escolas Adélia Pinheiro Sales e Adilson Guimarães, além de reivindicar da atual administração municipal providências específicas sobre a situação das duas unidades de ensino e tratar dos problemas que envolvem a educação no município.
A indignação dos pais, alunos e professores das escolas tem como argumento de que as medidas decididas pela Prefeitura prejudicam a qualidade da educação e o cuidado com a criança em sala de aula. A explicação, segundo a atual gestão municipal, deve-se ao fechamento das escolas por conta da ausência de alunos. A previsão de encerramento das atividades ocorrerá com o fim do ano letivo, mas se depender da vontade dos pais e alunos, a escola não encerrará suas atividades, apesar da demanda existente no ensino fundamental oferecido pela rede pública municipal.
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